Brasil Open
Demorou sete anos para o Brasil voltar a figurar no cenário mundial do tênis: em setembro de 2001, o Brasil Open reuniu, na mesma semana, competições da ATP (masculina) e WTA (feminina). Era também a primeira vez que Gustavo Kuerten pisava em uma quadra brasileira como profissional para disputar um torneio válido pela ATP.
Sob o cenário paradisíaco da Costa do Sauípe (BA), o público teve a oportunidade de ver em ação grandes nomes do circuito internacional do tênis como Monica Seles, que viria a ser a campeã, Jelena Dokic, Amanda Coetzer, Joana Cortez, então campeã brasileira de profissionais. Jan Vacek que derrotou Fernando Meligeni na final.
Em 2002, o sucesso do primeiro evento atraiu tenistas ainda mais bem ranqueados do que na primeira edição: Sjeng Schalken, Ramon Delgado, Dominik Hrbaty e Tommy Robredo, entre outros, disputaram o título que acabou ficando com Guga, que derrotou o argentino Guillermo Coria em uma partida inesquecível com mais de 3 horas de duração. No feminino, Monica Seles voltou para defender o título, mas acabou derrotada nas semifinais por Eleni Danilidou. Anastasia Myskina foi a campeã do II Brasil Open, que também recebeu grandes estrelas como Jelena Dokic, Amanda Coetzer e Iva Majoli.
O Brasil Open 2002 foi premiado pela Associação dos Tenistas Profissionais (ATP) com o "Awards of Excellence", referente às facilidades oferecidas para a realização do evento.
Repercussão mundial
A repercussão levou a Sauípe 4 jogadores entre os top 20 em 2003: o holandês Sjeng Schalken, o alemão Rainer Schuettler, o chileno Fernando Gonzalez e o brasileiro Gustavo Kuerten, sem falar no sueco Magnus Norman. Pela primeira vez, nenhum brasileiro chegou à final, que foi disputada entre Schalken e Schuettler, com vitória do holandês.
Duas mudanças importantes aconteceram na quarta edição do evento: a data (de setembro para fevereiro) e o piso (quadra dura para saibro). A competição passou a integrar, com Buenos Aires, Viña del Mar e Acapulco a turnê latino-americana de torneios no saibro da ATP, aumentando sua importância no calendário do tênis mundial. Pela primeira vez, a final do evento aconteceria no sábado à noite.
O torneio passou também por alterações estruturais de proporções gigantescas. A maior delas foi a construção de quadras de saibro no lugar onde existiam somente quadras rápidas. Durante três meses, 26 homens trabalharam para transformar 600 toneladas de saibro e 165 mil tijolos em piso para seis quadras de competição.
Novamente uma lista de estrelas abrilhantou a competição vencida por Guga. Dentre elas estavam os espanhóis Carlos Moyá, Felix Mantilla e Albert Portas; Richard Gasquet, da França, Nicolas Lapentti, do Equador; e uma verdadeira delegação argentina composta por Guillermo Cañas, Gastón Gaudio, Juan Ignacio Chela, Mariano Zabaleta e Augustin Calleri, que viria a ser o vice-campeão do torneio.
2005: a revelação Rafael Nadal
Em sua quinta edição, o Brasil Open contou com um seleto grupo de astros do tênis mundial. Dois campeões de Roland Garros - o argentino Gastón Gaudio (2004) e o espanhol Albert Costa (2000) – além dos espanhóis Alex Corretja, duas vezes vice-campeão do Aberto francês (1998 e 2001), campeão da Masters Cup (98) e ex-número 2 do mundo, e Rafael Nadal, jovem revelação da equipe campeã da Copa Davis 2004, disputaram pela primeira vez o Brasil Open.
Mas os destaques não pararam por aí. Os campeões olímpicos Nicolas Massú e Fernando Gonzalez, do Chile, e o paulista Ricardo Mello, melhor brasileiro então em atividade no circuito, também marcaram presença no torneio. Mello chegou à semifinal, perdendo de virada para quem a estrela ascendente Nadal.
Como em todas as outras edições, o Brasil Open ofereceu uma gama de atividades de lazer e entretenimento ao público presente na Costa do Sauípe. Clínicas de tênis com Maria Esther Bueno e Marcelo Meyer, shows na Vila Nova da Praia e o Bar Brasil embalam as noites no complexo.
Consagração
Na condição de um dos mais importantes torneios sobre o saibro do calendário mundial, o Brasil Open continuou a receber os maiores destaques internacionais. Em 2006, os favoritos eram dois campeões de Roland Garros, o argentino Gastón Gaudio e o espanhol Juan Carlos Ferrero, mas quem brilhou foi o campeão olímpico de 2004, o chileno Nicolás Massú, ex-número 9 do ranking mundial.
O nível técnico foi ainda mais forte em 2007, quando a lista de participantes voltou a incluir Gustavo Kuerten. Com isso, nada menos que quatro campeões de Roland Garros estiveram no saibro baiano: Guga, Ferrero, Gaudio e Carlos Moyá, sem falar em revelações como o espanhol Nicolás Almagro. Mas nenhum deles conseguiu parar o argentino Guillermo Cañas, que conquistou seu primeiro grande título depois de dois anos e iniciava ali seu retorno para o grupo dos 20 melhores do ranking. |